sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Cinco da tarde



A brisa levava meus cabelos
Todos os dias às cinco da tarde
Na varanda de casa ela dava voltas
E soprava um canto no pé do ouvido
No meio da brisa, o amor
Amei seu balanço, suas voltas insanas
Amei os minutos, segundos, instantes
Mesmo sentindo que amava à toa
Pois brisa que some, que leva os cabelos
Que mostra  um sentido no mundo da gente
Costuma se achar, sem nehuma explicação
Passagem efêmera, corrente de vento


(confuso? Bom... ninguém disse que deveria ser simples)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012


Meu amor nasceu numa gota de chuva
Numa nota bonita
No barulho da rua
Meu amor descobriu que brotou de repente
Que caiu do espaço
Que nadou com a corrente
Meu amor já surgiu sem saber esperar
O passado era fogo
O futuro era mar

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Presente para Tetê


Dentro dos olhos de Tetê
Gira um mundo
Na  noite dos olhos
No universo sem fim
Lá bem no centro do seu infinito

No buraco negro das pupilas
Paira uma lua
Fonte inesgotável de beleza
Que reflete o brilho da vida
Que vê passar sorrisos e gritos
Imagina os deuses no céu
E inventa um mundo no chão

Dentro dos olhos de Tetê
Gira um mundo que ninguém vê
No escuro dos olhos
Nas águas que caem
Nos sonhos dos sonhos
Que um dia vai ter

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

...


   
De repente ele soltou um sopro vazio
Parecia mesmo que o mundo dele tinha parado
Era algo como um alucinógeno
Que o deixava no escuro
Era a mão puxando a linha
Numa ponta do tear
Entende?
Não parece fazer sentido mesmo
Mas pense em algo como um templo
Que nunca vê uma oração
Um ponto de partida esquecido
Que não é nem começo, nem meio
E que nunca se poderá saber se será fim
É só o nada incômodo
É  exatamente o que se sente quando você está longe

sábado, 4 de agosto de 2012


Eu sei que o mundo às vezes gira sem muito critério, meio torcido pro lado e até no sentido errado hora ou outra... Mas o mundo ainda é o mundo e o ar ainda é o ar e as pessoas ainda são só pessoas. Em um minuto nós damos aquele suspiro pesado, cheio de ideias de girico e berramos pra tentar finalizar algo empacado; mas aí empacamos mais ainda. Noutro minuto repensamos, suspiramos sem esperança e ouvimos novamente nossos berros, mas na nossa cabeça. Porque tudo o que gritamos e esbravejamos é para nós mesmos. Sempre. E então nós concluímos que o mundo deveria parar de girar. Grande conclusão! Brilhante! Mas quem disse que o mundo se importa? Ele continua girando e se retorcendo e se balançando. Então entra a hora de definir uma mudança: tem gente que se acalma, tem gente que se inspira, tem gente que dorme, tem gente que lê, tem gente que respira e tem gente de coragem; tem inclusive pessoas que precisam piorar pra melhorar... Mas isso é muito complicado pro momento. O importante é que se mude. Porque tudo o que não tem movimento tende à destruição. Franziu a testa? Não o faça, é fato. Uma amiga me disse essa semana sobre o pensamento dos indianos com relação à isso; eles dizem que energia parada é energia ruim. Você tem que trocar energias com o mundo ou ele para. E se você manda vibrações estranhas pra ele, ele também manda voltas estranhas para você. É a lei do universo!  E é a lei das pessoas, que, lembre-se: são só pessoas.